segunda-feira, 8 de março de 2010

Sistemas dinâmicos - dos 17 aos 71

No post anterior referi um recente estudo de psicologia que sustenta que os filmes - na edição dos shots que compõem as cenas - vieram ao longo da história a aproximar-se de uma relação matemática que se encontra em diversos fenómenos da natureza, e que também regulará o tempo e o poder da nossa atenção (nomeadamente às cenas cinematográficas). Ou seja, fossem quais fossem os factores iniciais do cinema, e ainda os que se lhes tenham acrescentado, a história do cinema constituir-se-á como um sistema dinâmico ao longo do qual se organiza em ordem à sua subsistência, concretamente por prender a atenção do público que mantém o cinema. E tais sistemas dinâmicos são estruturados matematicamente, seja depois o seu conteúdo ou matéria da ordem da atenção psicológica, ou da ordem da variação de preços nos mercados financeiros, ou da ordem meteorológica, etc.
A propósito daquele estudo - e não estivéssemos nós em época de Óscares e portanto de discussão do cinema! (já agora: em Avatar deixei logo a minha opinião sobre esse filme) - coloco aqui mais uma chamada de atenção ao trabalho em geral do Centro de Análise Matemática, Geometria e Sistemas Dinâmicos a funcionar no IST (Lisboa), e particularmente da sua Acção de divulgação científica "Caos e ordem - controlo de um pêndulo invertido", levada a cabo em 2003 com estudantes do Ensino secundário, e cujo relatório se encontra em http://www.math.ist.utl.pt/~dgomes/projecto.pdf.
A referência, e a utilização, da matemática dos sistemas dinâmicos, das teorias emergentistas, não se estende pois apenas transversalmente da economia à psicologia, etc., estende-se também, longitudinalmente, do ensino secundário aos post-docs. É a isto que se pode chamar "ciência viva"!

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